Egressa cria projeto de Agricultura Regenerativa apoiado pelo Ministério Público de MG | Alumni Unesp
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Publicado em:
14/04/2026
14/04/2026
Tempo de leitura: 4 min

Egressa cria projeto de Agricultura Regenerativa apoiado pelo Ministério Público de MG
A iniciativa compartilha conhecimentos científicos e tecnológicos com produtores regionais

Da esquerda para a direita estão o Prof. Dr. Eric Van Cleef, o graduando da UFTM Gelsimar Oliveira e a egressa da Unesp Profa. Dra. Vanessa Galati


Em uma conversa informal na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) em 2021, três egressos da Unesp resolveram criar um projeto de extensão sobre Agricultura Regenerativa, com baixa emissão de carbono e que pudesse gerar um encontro entre Ciência e os produtores regionais da cidade de Iturama (MG). Nessa cidade se localiza o câmpus em que a Profa. Dra. Vanessa Cury Galati atua como docente. Ela possui graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado em Agronomia pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV - Unesp) em Jaboticabal. 


“Tivemos a ideia durante um bate papo, estavam presentes o Diego, que é CEO da startup Quanticum que também é egresso da graduação e pós-graduação em Agronomia da Unesp, e o professor da UFTM Eric van Cleef, que é formado no doutorado em Zootecnia da Unesp. Criamos um projeto de extensão no câmpus de Iturama e fizemos uma parceria com a Quanticum através da agência de inovação da UFTM e chamamos o aluno Gelsimar Oliveira para participar, ele teve a ideia de batizar o projeto como ‘Terama’. Depois, conseguimos um financiamento do Ministério Público de Minas Gerais para implantar a iniciativa”, explica a professora. 


A agricultura regenerativa é a parte da Ciência que estuda como recuperar áreas degradadas e a saúde do solo para utilização do setor agropecuário. “Não precisamos desmatar para ter mais áreas produtivas, é possível regenerar pastagens e assim tornar produtivas aquelas que estão improdutivas. Às vezes o produtor não tem condições financeiras para recuperar essas pastagens porque é um processo com várias etapas, mas com essa nova tecnologia e as técnicas adequadas conseguimos reduzir os custos e ter resultados eficazes”, afirma Vanessa. 


Ações do Projeto Terama 


O projeto Terama retirou amostras de solos de uma área de 200 mil hectares do município de Iturama (MG). Depois, cada uma dessas era encaminhada para a empresa de diagnóstico de solos Quanticum, para avaliação das nanopartículas, assim verificando a mineralidade, a fertilidade, as características e as aptidões de cada tipo de solo. Dessa forma, é possível saber o tratamento mais adequado para que essa terra regenere, determinando o adubo e as sementes mais apropriadas. O mapeamento foi realizado com precisão porque os cientistas utilizaram GPS para categorizar as extrações.


“Agora estamos na fase do projeto piloto, vamos montar uma vitrine tecnológica em parceria com um pequeno produtor de pecuária da região. Quando conhecemos o Juliano, ele tinha acabado de adquirir uma área de 24 hectares em Honorópolis (MG). Onde estamos desenvolvendo um projeto de recuperação das pastagens com base nas nanopartículas de argila e usando um mix de sementes próprias para o solo encontrado e para a alimentação do gado. Uma inovação desse projeto é fazer com que tudo isso seja sustentável para o bolso do produtor”, conta Vanessa. 


A professora também explica que ela e a sua equipe realizaram um evento com palestras com os alunos, os produtores e os moradores da região, para apresentar o projeto Terama e compartilhar conhecimentos. “Essa é a ideia de um projeto de extensão, uma troca dialógica de saberes entre a comunidade universitária e a comunidade externa” afirma a cientista.


Relação com a Unesp


A professora Vanessa conta que seus anos como graduanda e pós-graduanda na Unesp fizeram com que ela crescesse profissionalmente e pessoalmente também. Ela comenta que tinha bastante iniciativa na pesquisa e participou de congressos em diversas cidades do Brasil, como Salvador, Maceió, Aracaju e Porto Alegre. Além de conhecer a Austrália e o Chile devido às suas pesquisas no pós-doutorado. “Eu sou muito grata à Unesp por tudo que eu conquistei, tanto pela minha formação quanto por minha atuação aqui na UFTM”, conclui.




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