Docente realizou pesquisa com dados de 616 egressos de 1984 a 2023 | Alumni Unesp
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Publicado em:
19/01/2026
19/01/2026
Tempo de leitura: 5 min

Docente realizou pesquisa com dados de 616 egressos de 1984 a 2023
O estudo considerou os ex-alunos da Pós-graduação em Ciências Biológicas (Zoologia)


Os colaboradores da pesquisa Jairo Tavares Júnior (supervisor do STAEPE), Sérgio Primo Vicentini (assessor do STAEPE) e o Prof. Dr. Antonio Leão Castilho


O docente Antonio Leão Castilho realizou uma pesquisa junto com colegas e servidores da Seção Técnica de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (STAEPE) do câmpus de Botucatu, que avaliou dados de 616 egressos, sendo 516 do mestrado e 100 do doutorado. As informações levantadas são de ex-alunos do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas (Zoologia) do Instituto de Biociências da Unesp, formados entre 1984 e 2023. 


O pesquisador é formado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 2003, e realizou seu mestrado e doutorado em Ciências Biológicas (Zoologia) na Unesp, entre os anos de 2004 e 2008. Antonio coordenou, entre 2017 e o 1º semestre de 2025, o PPG de Zoologia, um programa nota 6 da CAPES - que significa excelência nacional e internacional.


Hoje, ele atua como vice-coordenador do programa e explica que pesquisas como essa já fazem parte da rotina de algumas universidades estrangeiras. O professor destaca que conhecer o perfil profissional dos egressos é fundamental para ter resultados palpáveis sobre os profissionais que estão sendo formados e o quanto o mercado de trabalho está absorvendo os pós-graduados. 


Dessa forma, estudos com os egressos auxiliam a criar um programa de pós-graduação alinhado com as demandas atuais de trabalho, permitindo a realização de uma autoanálise, com planejamento estratégico para definir a missão e a visão do PPG. 


“Para além disso, eu também sempre tive a curiosidade de tentar entender a história do nosso programa, que já tem 47 anos de existência. Desde que fui contratado pela Unesp me tornei membro do conselho, onde nós buscamos ter um olhar para os alunos para além das métricas, tendo como foco criar possibilidades maiores para eles”, ressalta Antonio. 


O cientista conta que a motivação para iniciar este estudo surgiu no último semestre de 2023, junto com os servidores do STAEPE. Para organizar os dados, foram definidos 3 grupos geracionais, o 1º sendo os formados entre 1984 e 1996, o 2º de 1997 a 2009 e o 3º sendo os ex-alunos de 2010 a 2023. 


O levantamento reuniu dados sobre trajetórias de formação, mobilidades internacionais, opção de continuar nas carreiras acadêmicas, taxa de empregabilidade dos egressos nos setores públicos e privados, atuações profissionais na área de formação, regionalidades, gêneros e etnias, produtividades acadêmicas e outras métricas.


Antonio afirma que os resultados foram melhores do que ele esperava e demonstraram que os egressos estão, em maioria, atuando em suas áreas de formação. Os dados apontaram para um grande número de ex-alunos contratados por universidades públicas em diversos locais do Brasil, assim contribuindo para o compartilhamento do saber em diversos estados.


Novas demandas e atenção com os estudantes


O cientista enfatiza que a grande missão do programa é formar profissionais capacitados. Para isso, é preciso acompanhar as mudanças atuais e atender a novas demandas. “Estamos tendo, há um certo tempo, gerações que não possuem mais o perfil de ficar na sala de aula por 4 horas e têm vontade de desenvolver habilidades para além do acadêmico conteudista. Isso nos fez tomar a decisão de diminuir o número de créditos de aula teórica, para que o aluno pudesse ter mais flexibilidade de escolhas dentro do câmpus”, afirma. 


“Também participei de uma iniciativa, junto com a Pró-reitoria de Pós-graduação (PROPG), para a criação de um portfólio de disciplinas integradas entre os câmpus da Unesp. Dentre essas, foi possível abordar temas interdisciplinares que fogem um pouco do núcleo duro da Zoologia, como interesse público e privado, saúde mental e regulação emocional, uma vez que grande parte das desistências de matrículas ocorre devido a questões de saúde mental”, destaca o cientista. 


Junto com os principais órgãos de fomento de pesquisa no Brasil, como a CAPES e o CNPq, o PPG de Zoologia tem analisado caso a caso as solicitações para que os alunos desenvolvam habilidades profissionais fora da grade curricular do PPG. O discente bolsista pode ter uma atuação profissional, desde que essa esteja alinhada com o programa e atenda às portarias vigentes dos órgãos de fomento e do PPG. Isso busca evitar que, depois da formação, o egresso seja barrado em um concurso público ou em um cargo privado por falta de experiência profissional. 


“Acredito que um diferencial de nosso programa é a proximidade com os jovens que participam do nosso conselho. Assim, conseguimos ter uma visão diferente do que estamos acostumados e inovar dentro das nossas capacidades. Nossa missão principal é formar recursos humanos de qualidade, que encontrem as habilidades necessárias para atingir os seus futuros profissionais. Por isso, acredito ser importante manter esta pesquisa de forma contínua”, conclui o pesquisador.


Relação com a Unesp


Durante seu mestrado e doutorado na Unesp, Antonio percebeu alguns diferenciais da instituição. Como o fato de os professores serem bastante receptivos e proativos para aceitarem que ele explorasse diversas possibilidades dentro de sua área, como realizar um projeto de pesquisa fora do país, na área da pesca marinha, financiado por uma bolsa estrangeira da Japan International Cooperation Agency (JICA, Japão). “Acredito que essa característica humana da Unesp me ajudou muito”, declara o vice-coordenador. 


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