Além de ser parte dos 23% mais influentes do mundo no Linkedin, egresso participou de pesquisa apresentada no prêmio Nobel | Alumni Unesp
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Publicado em:
02/03/2026
02/03/2026
Tempo de leitura: 4 min

Além de ser parte dos 23% mais influentes do mundo no Linkedin, egresso participou de pesquisa apresentada no prêmio Nobel
O engenheiro agrônomo também recebeu outros destaques no ranking da rede social profissional


Em dezembro de 2025, Diego Siqueira recebeu dois reconhecimentos importantes em sua carreira. No dia 10, um projeto de pesquisa do qual participa foi apresentado durante uma palestra na cerimônia do Prêmio Nobel, em Estocolmo (Suécia), pela Profa. Dra. Liane Rossi (USP). Enquanto no dia 17, o egresso foi reconhecido pelo ranking anual do Linkedin como sendo parte dos parte dos 23% perfis mais influentes do mundo na plataforma e o 13º brasileiro mais importante no nicho de Meio Ambiente e Energia.


O egresso realizou toda sua formação na Unesp, é graduado em Engenharia Agronômica, mestre, doutor e pós-doutor em Agronomia pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV - Unesp), em Jaboticabal. Essa trajetória o estimulou a pesquisar sobre solos e sustentabilidade - tema presente tanto na pesquisa apresentada no Nobel quanto em suas publicações no Linkedin.


Diego, que também é cofundador da startup “Quanticum” de tecnologia no Agronegócio, conta que as duas notícias foram muito gratificantes e que se surpreendeu com os resultados do ranking, especialmente na categoria mundial que abrange todos os nichos. “Sou o primeiro da minha família a entrar na faculdade, cresci com a seguinte mentalidade: ‘fazer o melhor que a gente pode, naquele momento e com o que a gente tem’. Então, os resultados chegam”, ressalta Diego. 


O Ranking Linkedin, realizado pela plataforma Favikon, avalia fatores como desempenho, engajamento, consistência, alcance e qualidade do conteúdo nas redes sociais. Diego também recebeu nota 10 no quesito “Brand Safety”, que avalia a segurança da marca, o seu posicionamento em relação a temas sensíveis e a ausência de fake news nas comunicações.


“Uso o Linkedin para escrever sobre ciência humanizada e inclusão tecnológica. Busco divulgar informações úteis que auxiliem quem está terminando a faculdade e planejando um futuro. Por exemplo, é importante informar que um programa de pós-graduação não limita o profissional na academia, também pode o auxiliar a ser um empresário ou se inserir no mercado profissional”.


Ciência e tecnológica inclusiva


Para o egresso, o conhecimento precisa ser acessível e comunicado de forma simples, para que diminua a distância entre os cientistas e a sociedade. “Ciência inclusiva é aquela que não é publicada só em inglês. Por que não ser publicada no humanês?”, brinca Diego. 


Sobre inclusão tecnológica, ele diz que além de compartilhar didaticamente informações é preciso criar estratégias para inserir novas ideias e tecnologias na sociedade e nos mercados. O egresso também ressalta que diversas tecnologias emergentes que usamos no dia a dia são fruto de projetos de pesquisa universitários, com ideias que podem ter surgido através de um TCC, de uma dissertação de mestrado ou tese de doutorado.


Ciência brasileira em palestra do Prêmio Nobel 


O egresso também faz parte do projeto de pesquisa “A interação de nanomateriais personalizados em solos tropicais: uma solução para melhorar as funções do ecossistema do solo e o sequestro de carbono”. Esse estudo foi apresentado durante a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel, em Estocolmo (Suécia), no dia 10 de dezembro de 2025. A palestra foi ministrada pela professora Liane Rossi do Instituto de Química da USP. 


Os dois pesquisadores se conheceram quando Diego foi convidado para palestrar sobre diagnóstico de solo através de nanotecnologia na Agricultura em um evento da Rede Sisnano da USP, no final de 2019. Na apresentação, ele trouxe conhecimentos adquiridos através da startup em que ele é sócio fundador. “A Quantum, empresa nascida na Unesp, desenvolveu a primeira patente da América Latina para medir esses pedaços pequenininhos de terra, que calculamos em nanômetros”, conta.


Depois da palestra, a cientista Liane percebeu que eles tinham conexões de pesquisa para criar um projeto em conjunto, do qual também foram incluídos o Laboratório de Nanomateriais e Catálise (LNCat - USP) e o grupo de pesquisa Caracterização do Solo para Fins de Manejo Específico (CSME - Unesp). A equipe conseguiu financiamento para executar o projeto através do Research Centre for Greenhouse Gas Innovation (RCGI), da FAPESP e da empresa Shell amparada pela lei da Agência Nacional do Petróleo.


O projeto apresentado no Nobel 2025 tem como objetivo criar partículas nanométricas em laboratório que auxiliam a regenerar a terra. “A natureza demora cerca de 8 mil anos para produzir 40 cm de solo. Estamos degradando mais quantidade de solo do que é possível recuperar pelas vias naturais, com a patente da Quanticum, podemos descobrir locais de degradação e onde é possível recuperar. Essa partícula serve como remédio para tratar o solo e fazer com que esse recupere sua capacidade de filtrar água, de fornecer nutrientes e de proteger e armazenar carbono”, explica Diego.


O cientista explica que a partícula também pode ser usada para recuperar solo urbano contaminado e ser uma aliada de plantações agrícolas, fazendo com que aumente a produção e diminua a quantidade de adubo. 


Relação com a Unesp


Diego conta que na universidade pôde descobrir suas aptidões, como a habilidade com números e também em trabalhar e construir redes. “Muito mais do que a bagagem técnica, a Unesp me ajudou a descobrir minhas potencialidades. Acho que esse é o grande ganho de uma universidade, ensinar a resolver problemas e te lapidar para que você possa descobrir qual é a sua vocação, para que deixemos bom legado no mundo”, destaca o egresso.





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